sexta-feira, 3 de maio de 2013

Reflexão Salesiana para o sexto Domingo de Páscoa - 5 de maio de 2013



Destaque: "Deixo-vos a paz, a minha paz vou dou; mas não a dou como o mundo."

Perspectiva Salesiana

No Evangelho de hoje, Jesus faz uma distinção entre "a paz como o mundo oferece" e a paz que vem dele.
Mas o que Jesus quis dizer com isso?
O dicionário define a paz como: relação entre pessoas que não estão em conflito; acordo, concórdia;    relação tranquila entre cidadãos; ausência de problemas, de violência; situação de uma nação ou de um Estado que não está em guerra; cessação total de hostilidades entre Estados, mediante celebração de tratado; armistício; estado de espírito de uma pessoa que não é perturbada por conflitos ou inquietações; estado característico de um lugar ou de um momento em que não há barulho e/ou agitação; calma, sossego.
A visão de paz que o mundo oferece, suficientemente apropriada, nos diz que, a fim de experimentar a verdadeira satisfação interior, devemos primeiro estabelecer um mundo em que não há guerra, não há luta, não há motins, não há divergências, não há desordem pública ou o caos. Mesmo quando esta visão é tentadora, a história do mundo e a nossa dolorosamente ilustra a falácia, a transitoriedade desta promessa de paz... pelo menos esta forma de tentar obtê-la.
Em contraste, a paz que Jesus promete começa a partir de dentro. Trata-se de ter integridade. Trata-se de ter um propósito. Trata-se de encontrar um sentido. Trata-se de ter uma missão. Resumindo, trata-se de ter um sentido claro e inequívoco de ser, o ser que só pode ser compreendido e totalmente atualizado no contexto de nossa relação com Deus, conosco mesmos e com os outros.
Este é o tipo de paz que o mundo não pode nos oferecer.
Ironicamente, a promessa que Jesus nos fez sobre a paz interior nos dá a esperança de paz para o mundo. Só quando deixarmos de lado nossas hostilidades pessoais poderemos realmente trabalhar para alcançar um mundo sem guerra. Só quando deixarmos de lado nossa necessidade de estarmos sempre certos, nós nos esforçaremos para ter um mundo em que as lutas não tem a última palavra. Só quando tivermos estabelecido uma ordem e direção em nossas vidas, poderemos aspirar conseguir este mesmo sentido e ordem numa escala maior. Somente quando experimentamos o poder e as possibilidades que temos pelo conhecimento, e de aceitação, de quem realmente somos aos olhos de Deus, poderemos nos tornar fontes deste mesmo poder e oportunidade na vida dos outros.
A paz de Deus não pode ser medida pela ausência de conflito. A paz de Deus é uma função que depende da nossa dedicação, quando nos esforçamos para saber quem somos e para que possamos ver mais claramente o que o mundo pode ser, e que tipo de medidas devemos tomar juntos, para fazer deste ideal, sem importar quão frágil ou fugaz seja uma realidade.
Querem paz mundial? Pensem globalmente. Mas, como Jesus, ajam localmente. Como diz a última linha de um hino bem conhecido, "Que haja paz na terra... e que esta paz comece comigo."

P.Michael S. Murray, OSFS - diretor do Centro Sales de Espiritualidade.
Tradução e adaptação: P. Tarcizio Paulo Odelli - SDB

Adaptado a partir dos escritos de São Francisco de Sales 


As leituras de hoje nos lembram que amar a Deus significa cumprir Sua palavra. São Francisco de Sales destaca a nossa necessidade de aprender a cumprir a palavra de Deus e viver para Jesus, levando uma vida de oração e virtude.
A oração foca nossa a mente na luz de Deus, e expõe nossa vontade ao calor do amor de Deus. A oração é uma torrente de água benta que faz com que estas plantas que representam nossos bons desejos, cresçam verdes e exuberantes, e que floresçam. Tirem um tempo cada dia para a meditação. Se possível meditem no início da manhã, porque naquele momento as suas mentes são menos suscetíveis a distrações e estão mais ativas após o intervalo da noite. Para que possam viver Jesus, peça a Deus para ajudá-lo a rezar a partir das profundezas do seu coração.
Quando vocês meditam sobre a vida de Jesus, ao mesmo tempo em que aprendem seu modo de ser, moldam as suas ações com base no Seu padrão de vida. Acostumar-se pouco a pouco a passar da oração ao cumprimento de suas obrigações diárias com calma e com facilidade, mesmo que as obrigações diferem totalmente dos afetos que estavam recebendo quando orando. O advogado deve aprender a passar da oração para a apresentação do seu caso, o comerciante ao seu comércio, os pais de família aos cuidados dos seus filhos. Devemos aprender a fazer essa transição sem problemas. Passar de nossa experiência na meditação para o cumprimento de nossas tarefas diárias, e isso requer uma vida de virtude.
Cada pessoa deve implementar, de modo especial, as virtudes necessárias para realizar o tipo de vida ao qual foi chamado. Ao praticar as virtudes devemos preferir aquelas que melhor se encaixam com as nossas obrigações, ao invés de escolher aquelas que melhor se adéquam ao nosso gosto. Geralmente, vemos os cometas muito maiores do que as estrelas porque estão muito mais perto de nós. É só por isso que parecem maiores. Da mesma forma, existem algumas virtudes que consideramos melhores somente porque parecem mais significativas. Mas o que devemos fazer é escolher as virtudes necessárias para neutralizar nossas falhas e nossas fraquezas habituais, e, assim, avançar pelo caminho do amor sagrado. Dou um exemplo: quando forem atacados pela ira, coloquem em prática a doçura. Não importa quão pequeno possa parecer o ato virtuoso, pois a verdadeira virtude não tem limites. Se agirmos de boa fé e reverenciarmos a Deus, Ele vai nos elevar às alturas muito maiores para que possamos viver Jesus.

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